Porque acontece a obesidade?
A obesidade é uma das doenças crónicas que mais afeta a população mundial na sociedade atual. Em 2022, cerca de 43% dos adultos em todo o mundo apresentavam excesso de peso e cerca de 16% eram obesos. Recentemente, a Federação Mundial da Obesidade previu que, até 2035, 1,53 mil milhões de pessoas em todo o mundo viveriam com obesidade – cerca de 54% da população adulta. [1, 8]
A obesidade caracteriza-se pelo acúmulo excessivo ou anormal de gordura corporal, o que pode prejudicar a saúde. Desenvolve-se quando, ao longo do tempo, a ingestão de energia excede o gasto energético, sendo este equilíbrio energético influenciado por múltiplos fatores biológicos, comportamentais e ambientais.
Como se desenvolve a obesidade?
Numa primeira abordagem, a obesidade e o excesso de peso estão relacionadas com uma combinação entre sedentarismo e um plano alimentar empobrecido. No entanto, esta doença multifatorial está associada a diferentes origens, e não há um único padrão para a sua propagação.
Outros fatores podem estar associados contribuindo fortemente para o agravamento da obesidade, tais como, os fatores genéticos, fatores psicológicos e comportamentais, fatores ambientais ou ainda fatores socioeconómicos que oscilam conforme a individualidade de cada um.
Ainda, e com enorme influência, alguma medicação tomada de forma regular pode propiciar o desenvolvimento da obesidade, assim como algumas patologias relacionadas com o défice hormonal.
Balanço energético positivo
Quando, ao longo do tempo, a ingestão energética excede o gasto energético, o organismo pode armazenar parte desse excesso de energia sob a forma de gordura corporal e acontece um desequilíbrio energético chamado balanço energético positivo.
Contudo, os mecanismos que regulam a ingestão, o apetite e o gasto energético são complexos e influenciados por múltiplos fatores que variam de pessoa para pessoa, e podem ser tanto internos como externos. [5]
Porque é tão difícil perder peso depois
Conseguir perder peso é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, tornando-se um enorme desafio se não forem tomadas medidas de cooperação efetiva entre as diferentes áreas da saúde. Compreender as razões e os objetivos associados à perda de peso pode ajudar a manter mudanças de comportamento a longo prazo. Como a obesidade é uma doença multifatorial, os tratamentos para perda de peso podem integrar diferentes abordagens, incluindo alterações na alimentação e na atividade física, apoio comportamental e, quando clinicamente indicado, medicamentos ou outras intervenções.
Após o emagrecimento, o organismo pode desencadear adaptações fisiológicas, incluindo alterações do apetite e do gasto energético, que favorecem a recuperação do peso. Por isso, o tratamento da obesidade pode exigir uma abordagem de longo prazo que combine alimentação, atividade física, apoio comportamental e, quando clinicamente indicado, medicamentos ou cirurgia.
Principais causas da obesidade
A obesidade não é uma doença singular. Hoje sabemos que a obesidade resulta de uma combinação de fatores que se podem agravar em comorbilidades que aumentam ainda mais os níveis da obesidade e excesso de peso iniciais.
Muitas podem ser as causas da obesidade pois esta doença é transversal a vários condicionantes na pessoa, tal como a genética, medicação prolongada, hábitos de vida alimentares e sociais e ainda os fatores comportamentais e psicológicos. [7]
É importante lembrar que a obesidade é uma doença crónica que requer uma abordagem terapêutica continuada e a longo prazo. Mesmo quando são utilizados medicamentos eficazes para a perda de peso, quem pretende comprar Wegovy online deve encarar o tratamento como parte de uma estratégia de gestão do peso a longo prazo, e não como uma solução pontual. O acompanhamento médico, juntamente com mudanças sustentáveis na alimentação e na atividade física, continua a ser uma parte importante do tratamento.
Alimentação e hábitos alimentares
Uma alimentação maioritariamente à base de comida processada - a chamada "fast-food" rica em açúcares e gorduras saturadas - oferece grande probabilidade de provocar níveis de obesidade e excesso de peso, se não for compensada por atividade física suficiente.
Uma reeducação na dieta alimentar torna-se cada vez mais urgente para manter a longo prazo um peso normal e livre de gordura no corpo.
Sedentarismo e falta de atividade física
A falta de atividade física é um importante fator de risco para o aumento de peso e a obesidade. A prática regular de atividade física promove a saúde física e mental e pode contribuir para o controlo de peso, especialmente quando combinada com alterações adequadas na alimentação e no comportamento.
Sono e metabolismo
A falta de sono afeta o metabolismo a longo prazo e desregula o seu bom funcionamento, ficando comprometida a normal produção noturna de hormonas no corpo que regulam a fome e a saciedade.
A privação do sono tem por isso implicações neuroendócrinas, e a sua dessincronização influencia o apetite, a saciedade e a ingestão alimentar. O metabolismo deixa de funcionar normalmente, e tentará compensar essa falta recorrendo ao alimento. [3]
Genética e antecedentes familiares
A genética é uma das fortes causas de obesidade tanto no adulto como na criança. Quando uma pessoa herda muitas variações genéticas propícias ao desenvolvimento da obesidade, o seu risco de vir a desenvolver obesidade será maior - mesmo que se pratique um estilo de vida saudável.
No entanto, a genética não é determinante. Estudos avançam que é importante revelar ao doente a sua predisposição genética, mas também educá-lo no sentido de adotar uma melhor qualidade de vida - nomeadamente no que respeita à alimentação e à prática de exercício físico. [4]
Medicamentos que favorecem o aumento de peso
Alguns medicamentos podem favorecer o aumento de peso em determinadas pessoas. Entre eles encontram-se alguns antidepressivos e antipsicóticos, corticosteroides sistémicos, insulina e determinados medicamentos para a diabetes, alguns anticonvulsivantes e outros fármacos específicos. O efeito varia consoante o medicamento e a pessoa.
Nunca se deve interromper ou alterar um tratamento prescrito com o objetivo de controlar o peso sem falar primeiro com um médico. Os efeitos colaterais poderiam ser prejudiciais à saúde. É, por isso, fundamental um apoio multidisciplinar que ajude a pessoa no longo prazo.
Doenças que podem aumentar o peso
Embora a obesidade seja uma doença multifatorial, algumas condições médicas podem contribuir para o aumento de peso. Estas causas secundárias são menos frequentes do que fatores como a predisposição genética, o ambiente, a alimentação, a atividade física e outros mecanismos biológicos envolvidos na regulação do peso.
Entre as condições que podem favorecer o aumento de peso encontram-se:
- Hipotiroidismo: uma produção insuficiente de hormonas da tiroide pode reduzir o metabolismo e estar associada a um aumento de peso, geralmente moderado.
- Síndrome de Cushing: a exposição prolongada a níveis elevados de cortisol pode provocar aumento de peso e uma alteração característica da distribuição da gordura corporal.
- Síndrome dos ovários poliquísticos (SOP): pode estar associada a resistência à insulina e maior predisposição para o aumento de peso, embora a relação seja complexa e bidirecional.
- Algumas doenças ou alterações do hipotálamo: embora raras, podem afetar os mecanismos que regulam a fome, a saciedade e o gasto energético.
Por outro lado, condições como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doença cardiovascular e apneia obstrutiva do sono são frequentemente associadas à obesidade e podem ocorrer como suas comorbidades ou complicações, mas não devem ser apresentadas, de forma geral, como causas da obesidade.
Um aumento de peso significativo ou inexplicável deve ser avaliado por um médico, sobretudo quando é acompanhado por outros sintomas que possam sugerir uma causa subjacente.
Ambiente e determinantes sociais
Da mesma forma que a genética é um forte determinante para a presença de obesidade, também as alterações epigenéticas (alterações reversíveis do DNA sem alteração da sequência do DNA) provocadas por fatores ambientais (como a alimentação e o estilo de vida) podem determinar a presença de obesidade.
Assim, fatores ambientais e fatores sociais estão fortemente associados ao desenvolvimento da obesidade nas pessoas. E atualmente muitos estudos avançam que, tanto as manipulações dietéticas como o ambiente em que se vive, ou as ações do quotidiano podem "estimular ou repreender" a manifestação da obesidade. [5]
Stress, emoções e obesidade
Sabemos hoje que as perturbações do foro psicológico afetam bastante o equilíbrio alimentar. Fatores como baixa autoestima, isolamento social, discriminação ou ansiedade estão visceralmente conetados com a obesidade, existindo uma reciprocidade entre esta, e a saúde mental.
Muito se tem avançado ao nível da pesquisa científica para tentar perceber a relação entre obesidade e a mente. Estudos avançam que a obesidade é afetada tanto pelo corpo como pela mente. Isto é, as nossas emoções afetam a nossa relação com a comida, porque "a realidade para o indivíduo é aquela que por ele é percebida". [6]
Alimentação emocional
A alimentação emocional refere-se ao ato de comer em resposta a emoções como o stress, a tristeza ou a ansiedade, em vez de responder à fome física. Significa que emoções como o stress, a depressão, a tristeza, a ansiedade ou a solidão podem desencadear nas pessoas uma falsa vontade de comer, para que se sintam um pouco melhor.
Esta desregulação emocional pode criar hábitos alimentares nefastos para a saúde, e para o peso dito normal, que pode culminar num desequilíbrio entre consumo calórico e gasto energético: o balanço energético positivo, a obesidade. [6]
Stress, ansiedade e depressão
Considera-se que a relação entre depressão e obesidade é bidirecional. É estimado que cerca de 55% das pessoas que desenvolvem obesidade irão sofrer de depressão, e cerca de 55% das pessoas que revelam quadros depressivos irão sofrer de compulsão alimentar que eclodirá em algum tipo de obesidade. [7]
Perante um aumento de peso, algumas pessoas podem sentir-se tentadas a recorrer a dietas muito restritivas ou outras estratégias para emagrecer rápido. No entanto, abordagens demasiado restritivas podem ser difíceis de manter e nem sempre são adequadas ou seguras. Quando fatores como stress, ansiedade ou depressão também estão presentes, o apoio nutricional e psicológico pode fazer parte de uma abordagem multidisciplinar, ajudando a estabelecer estratégias de gestão do peso mais sustentáveis a longo prazo.
Hábitos alimentares formados na infância
A qualidade dos hábitos alimentares na infância e a capacidade de compreender as razões por trás das coisas revelam-se essenciais para adotar um estilo de vida saudável. Explicar a uma criança quais as vantagens de se comer de forma saudável, e explicar o que pode efetivamente acontecer se não o fizer, pode mudar a vida dessa criança. Desse adulto.
Em Portugal existe uma preocupação generalizada sobre o tema, e bons frutos começam a sobressair, contrariando uma tendência mundial para a obesidade na infância. A nível mundial, prevê-se que em 2040 o número de crianças e adolescentes entre os 5 e 19 anos de idade a viver com obesidade ascenderá aos 228 milhões. [8]
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Muitas pessoas sofrem com um súbito aumento de peso que não conseguem explicar. A sua origem pode ser diversa, e deve ser pedido acompanhamento médico para tentar despistar doenças paralelas que muitas vezes surgem com a obesidade.
Mais uma vez, surgem os fatores ambientais e sociais, ou os hábitos de vida, a interferir com uma desregulação alimentar que pode causar danos à saúde física.
Mudanças de estilo de vida
Uma redução da atividade física, resultante de um novo emprego ou da mudança para uma nova cidade, pode aumentar o risco de obesidade ou de excesso de peso. O consumo excessivo de álcool pode contribuir para o aumento de peso, uma vez que o álcool fornece um número significativo de calorias e pode também influenciar os hábitos alimentares. [9]
Retenção de líquidos
A retenção de líquidos é muito comum e define-se pelo acumular de água no corpo de forma excessiva. A sua origem pode estar em problemas cardíacos, problemas renais ou ainda problemas de fígado e, quase sempre, vai provocar aumento rápido de peso ou obesidade no indivíduo.
O sedentarismo, o excesso de peso e a obesidade podem causar retenção de líquidos, e a sua inversão, muitas vezes, só acontece pela via da reeducação alimentar.
Causas médicas a não ignorar
O rápido aumento de peso pode ter origem em causas médicas, nomeadamente através do consumo medicamentoso regular de:
- Fármacos para depressão, ansiedade ou pressão arterial
- Corticosteróides
- Insulina
A redução de peso face a estes níveis de obesidade vai exigir uma ajuda multidisciplinar.
As hormonas influenciam o peso?
Sim, as hormonas influenciam o peso e podem provocar um rápido aumento de peso. Entre as principais causas hormonais podemos encontrar:
- Hipotiroidismo - fraca produção de hormonas pela tiróide
- Síndrome de Cushing - excesso de produção de cortisol, a hormona do stress
A obesidade é genética?
A genética explica um grande número de casos de obesidade, mas não é determinante. Um indivíduo proveniente de uma família com histórico de obesidade, não é necessariamente obeso. Tal como vimos, outros fatores como o sistema hormonal, o meio ambiente ou os condicionantes psicológicos de cada pessoa vão intervir na equação. Ou seja, herda-se geneticamente a predisposição para a obesidade mas a doença pode, ou não, se desenvolver. [4]
Quando o excesso de peso é um risco para a saúde
A obesidade está largamente associada a outras doenças que irão comprometer, não só a qualidade de vida como também a longevidade do indivíduo. Múltiplas doenças surgem paralelamente com a obesidade, o que dificulta o tratamento da obesidade de forma isolada.
Doenças que oferecem risco à obesidade:
- Hipertensão e doença cardiovascular
- Doenças respiratórias como a asma
- Diabetes tipo 2
- Fígado gordo
- Doença renal crónica
- Refluxo gastroesofágico
- Apneia do sono
- IMC e perímetro abdominal
IMC - Índice de massa corporal
O IMC é a medida padrão da OMC para avaliar se uma pessoa está acima do peso considerado normal para a sua estatura. O IMC calcula-se dividindo o peso da pessoa (em kg) pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado.
Exemplo do cálculo de IMC para uma pessoa que pese 60 kg e tenha uma altura de 1,60 m:
IMC = 60 / (1,60 x 1,60)
IMC = 23,43 (peso normal)
Índices de referência para o IMC, segundo a OMC:
- Peso normal: IMC entre 18,5 - 24.9 kg/m2
- Excesso de peso: IMC entre 25 - 29.9 kg/m2
- Obesidade: IMC > 30 kg/m2
- Obesidade mórbida: IMC > 40 kg/m2
No entanto, a medição do IMC, por si só, não avalia a composição corporal (ou a massa muscular) apenas o peso corporal, podendo induzir em erro se usado isoladamente. Deve por isso, ser complementada com outros métodos como a bioimpedância ou a medição do perímetro abdominal.
Perímetro abdominal
A medição do perímetro abdominal permite quantificar a gordura visceral na zona abdominal. O perímetro abdominal ajuda a detetar o risco de doenças como a obesidade, a hipertensão, a hipercolesterolemia ou a diabetes tipo 2.
Nas mulheres pretende-se um perímetro abdominal inferior a 88 cm, e nos homens, inferior a 102 cm.
O que fazer quando conhece as causas
Atualmente são várias as intervenções possíveis no combate à obesidade. Mediante a causa associada, assim será a terapêutica aconselhada.
Quando os níveis de obesidade são moderados:
- Promover uma alimentação equilibrada recorrendo à reeducação alimentar junto de um nutricionista
- Investir no exercício físico regular de longo prazo
Entre os níveis mais severos de obesidade, pode ser adequado:
- Balão gástrico por via endoscópica
- Cirurgia bariátrica
- Terapêutica medicamentosa:
Quando a combinação entre controlo alimentar e exercício físico se revelam insuficientes, é comum complementar-se com a administração de fármacos antiobesidade. Em Portugal, em que mais de 50% da população revela obesidade ou pré-obesidade, a administração farmacológica é recomendada para níveis de IMC acima dos 30 kg/m2. [10]
Nas farmácias portuguesas estão disponíveis fármacos que atuam na redução do peso, diminuindo assim o risco de mortalidade associada à obesidade.
Como a Apomeds pode ajudar na perda de peso?
Atualmente existem muitas formas de tentar controlar o excesso de peso e a obesidade na pessoa. Umas mais invasivas do que outras, o que torna imprescindível um acompanhamento médico e fidedigno.
A Apomeds é uma plataforma de saúde digital que faz a ponte entre pacientes, profissionais de saúde e farmácias acreditadas. O serviço médico é assegurado por uma equipa de médicos licenciados na UE que analisam as informações médicas de cada paciente, e determinam se a pessoa está apta, ou não, a obter medicação.
Após isso, a receita do medicamento mais adequado à condição física da pessoa, e sua circunstância de vida atual, ser-lhe-á facultada. É igualmente possível aviar a sua própria receita, cujo medicamento lhe será enviado por uma das farmácias parceiras no país.
Na Apomeds encontrará disponíveis os fármacos antiobesidade disponíveis em Portugal, como o Saxenda (Liraglutido), Xenical (Orlistato), e ainda os fármacos antiobesidade disponíveis na Apomeds - tais como o Mounjaro(Tirzepatida) e o Wegovy (Semaglutido) - necessitando para qualquer um deles, de receita médica.
Perguntas frequentes
A obesidade é uma doença?
A obesidade é uma doença crónica e multifatorial que interfere totalmente na qualidade de vida de uma pessoa. É um problema de saúde pública real, e que está muitas vezes relacionado com os hábitos de vida. A sua inversão exige uma terapia comportamental de fundo associada a eventuais medicamentos ou cirurgias imprescindíveis nos graus mais severos da doença.
Quando é que se considera obeso?
A OMS classifica obesidade quando o índice de IMC é superior a 30 kg/m² — consulte a tabela completa na secção Índices de referência para o IMC acima.
Qual é o IMC considerado excesso de peso?
O índice de massa corporal (IMC) considerado excesso de peso situa-se entre os 25 kg/m2 e os 29.9 kg/m2.
Medicamentos podem causar aumento de peso?
Sim, são muitos os medicamentos que podem causar aumento de peso. Entre eles podemos encontrar:
- Antidepressivos
- Antipsicóticos
- Anticoncepcionais
- Corticóides
- Antidiabéticos
- Anti-hipertensivos
- Antialérgicos
O sono mau aumenta mesmo o risco de obesidade?
A privação de sono desregula o organismo e interfere na produção de hormonas. Nomeadamente, diminui a produção de leptina, a hormona que nos diz que o organismo "está saciado", e aumenta os níveis de grelina, hormona que estimula a fome.
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