O que é o Viagra?
O Viagra é um medicamento indicado para tratar a disfunção erétil em homens adultos. A sua substância ativa é o sildenafil, um inibidor da enzima fosfodiesterase-5 (PDE-5) que aumenta o fluxo sanguíneo para o pénis na presença de estimulação sexual, facilitando a obtenção e manutenção de uma ereção suficiente para um desempenho sexual satisfatório. [2]
Está disponível nas farmácias portuguesas em comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg, e em comprimidos orodispersíveis de 50 mg, que se dissolvem na boca. Por atuar sobre a circulação sanguínea, o sildenafil pode interagir com outros medicamentos e exige especial cuidado em pessoas com doenças cardiovasculares ou que tomem nitratos. O seu uso deve ser adequado à situação clínica de cada pessoa, incluindo em caso de tensão arterial alterada.
A dispensa depende da dosagem e está sujeita às regras aplicáveis em Portugal. Quem pretende comprar Viagra online deve recorrer apenas a farmácias ou plataformas autorizadas, garantindo que o medicamento é original e dispensado de forma segura.
Como é que o Viagra funciona?
Durante uma ereção, o corpo liberta óxido nítrico (NO), que estimula a formação de monofosfato de guanosina cíclico (cGMP). Esta substância relaxa o músculo liso dos vasos sanguíneos e dos corpos cavernosos do pénis, permitindo o afluxo de sangue necessário à ereção.
A substância ativa do Viagra, o sildenafil, pertence ao grupo dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (PDE5). Ao bloquear esta enzima, impede a degradação do cGMP e ajuda a restabelecer a função erétil em homens com disfunção. [3]
Importante: o Viagra só funciona na presença de estimulação sexual. O medicamento não provoca ereção automática nem aumenta o desejo. Apenas atua facilitando a resposta natural do organismo durante as relações sexuais.
Aprovação e estatuto legal em Portugal
De acordo com informações da EMA, o Viagra obteve autorização de comercialização em toda a União Europeia a 13 de setembro de 1998, tendo a revisão mais recente do registo ocorrido em 2025. O CHMP concluiu que os benefícios eram superiores aos riscos e recomendou a concessão da autorização de introdução no mercado.
No mesmo ano, o medicamento chegou a Portugal, com autorização registada pelo Infarmed, entidade que aprovou também a disponibilização de medicamentos genéricos com sildenafil.
Desde 2025, o sildenafil 50 mg, incluindo o Viagra e os seus genéricos, passou a integrar a categoria dos medicamentos não sujeitos a prescrição médica de dispensa exclusiva em farmácia (MNSRM-EF). Embora possa ser dispensado sem receita, o acesso continua dependente de avaliação farmacêutica e do cumprimento dos critérios clínicos definidos no protocolo do Infarmed.
Segundo a Ordem dos Farmacêuticos, esta dispensa deve ser feita num gabinete de aconselhamento, espaço reservado que todas as farmácias são obrigadas a disponibilizar, de modo a garantir uma avaliação confidencial e adequada antes da entrega do medicamento. [1, 4]
O protocolo prevê ainda restrições de elegibilidade, limites de embalagem e situações em que o utente deve ser encaminhado para avaliação médica.
Este regime aplica-se apenas à dose de 50 mg. As doses de 25 mg e 100 mg continuam sujeitas a prescrição médica.
Eficácia clínica: o que dizem os estudos?
A eficácia do Viagra no tratamento da disfunção erétil foi demonstrada em estudos clínicos, com resultados significativamente superiores aos do placebo. Nos estudos com doses fixas, a percentagem de doentes que referiu melhoria das ereções foi de 62% com 25 mg, 74% com 50 mg e 82% com 100 mg, em comparação com 25% entre os participantes que receberam placebo. [3]
Estes resultados foram observados em diferentes grupos de doentes, incluindo homens com diabetes, doença cardiovascular, depressão ligeira, lesão medular, esclerose múltipla e outras condições clínicas associadas.
A experiência pós-comercialização confirmou a eficácia do sildenafil em várias causas de disfunção erétil, com um perfil de tolerabilidade globalmente favorável. Quando ocorreram efeitos indesejáveis, foram na maioria dos casos transitórios, ligeiros ou moderados, raramente levando à interrupção do tratamento.
Dosagem do Viagra: como tomar, quando usar e qual a dose máxima?
O Viagra está disponível para venda em doses de 25 mg, 50 mg e 100 mg. A dose adequada é definida conforme a resposta ao tratamento, a tolerabilidade e a avaliação médica ou farmacêutica. O comprimido deve ser tomado cerca de 30 a 60 minutos antes da atividade sexual, com um copo de água, e a dose máxima recomendada é de um comprimido por dia.
Dose inicial recomendada
A dose inicial habitualmente recomendada é de 50 mg, podendo ser ajustada pelo médico de acordo com a resposta ao tratamento e a tolerabilidade do doente. A dose máxima recomendada é de 100 mg e a dose mínima é de 25 mg.
O medicamento começa geralmente a fazer efeito entre 30 e 60 minutos após a toma, pelo que deve ser tomado cerca de uma hora antes da atividade sexual. A recomendação é não tomar mais do que um comprimido por dia, independentemente da dose utilizada. O efeito pode prolongar-se durante cerca de 4 a 6 horas, embora este período possa variar de pessoa para pessoa.
Viagra com alimentos e álcool
O Viagra pode ser tomado com ou sem alimentos. Ainda assim, refeições pesadas ou ricas em gordura podem atrasar a absorção e retardar o início do efeito, pelo que é preferível evitar uma refeição abundante imediatamente antes da toma.
Para uma absorção mais rápida, o comprimido deve ser tomado com um copo de água, idealmente sem uma refeição pesada imediatamente antes. Em geral, o Viagra começa a fazer efeito entre 30 e 60 minutos após a toma, embora este tempo possa variar de pessoa para pessoa. [3]
O consumo de álcool também deve ser moderado. Beber em excesso pode dificultar temporariamente a obtenção de uma ereção, reduzir o benefício do tratamento e aumentar o risco de efeitos indesejáveis, como tonturas, dor de cabeça ou descida da tensão arterial.
Portanto, recomenda-se evitar o consumo excessivo de álcool, limitando a ingestão a pequenas quantidades, por exemplo, 1 a 2 doses por ocasião.
Além disso, deve evitar-se tomar Viagra com sumo de toranja (grapefruit), uma vez que esta fruta pode interferir com o metabolismo do sildenafil e aumentar os seus níveis no sangue, elevando o risco de efeitos secundários.
Início e duração do efeito
O Viagra começa geralmente a fazer efeito entre 30 e 60 minutos após a toma, embora este intervalo varie consoante a dose, a alimentação, o consumo de álcool e a resposta individual. Nalguns casos, o efeito pode surgir mais cedo; noutros, pode demorar até cerca de duas horas. Por isso, recomenda-se tomar o comprimido aproximadamente uma hora antes da atividade sexual.
A ação mantém-se, em geral, durante cerca de 4 a 6 horas. Isto não significa que a ereção dure todo esse período, mas sim que o organismo pode responder melhor à estimulação sexual durante essa janela de tempo. Em casos menos frequentes, o efeito pode prolongar-se por mais tempo.
Dosagem em populações especiais
Em algumas situações clínicas, a dose de Viagra pode ter de ser ajustada ou iniciada com maior precaução, exigindo avaliação individual. [3]
Nos doentes idosos (≥ 65 anos), não é geralmente necessário ajustar a dose com base na idade, mas o médico ou farmacêutico deve considerar o estado geral de saúde, outras doenças e a medicação em curso.
Em doentes com insuficiência renal ligeira a moderada, as doses habituais são, em regra, adequadas. Em casos de insuficiência renal grave ou insuficiência hepática, incluindo cirrose, a eliminação do sildenafil pode estar reduzida, pelo que se recomenda uma dose inicial de 25 mg, a ajustar progressivamente para 50 mg ou 100 mg conforme a resposta e a tolerabilidade.
O Viagra não está indicado para utilização em pessoas com menos de 18 anos.
É também necessária precaução na coadministração com outros medicamentos. Em doentes a tomar inibidores do CYP3A4, deve considerar-se uma dose inicial de 25 mg. Com ritonavir, a coadministração não é aconselhada; quando utilizada, a dose máxima é de 25 mg em 48 horas.
Em doentes medicados com bloqueadores alfa, por exemplo, para problemas da próstata ou tensão arterial, o tratamento deve estar estabilizado antes de iniciar sildenafil, devendo igualmente considerar-se uma dose inicial de 25 mg para reduzir o risco de hipotensão postural.
Como é que se toma o Viagra?
Recomenda-se tomar Viagra cerca de 30 a 60 minutos antes da atividade sexual, com um copo de água. O comprimido deve ser engolido inteiro, sem partir, esmagar ou mastigar, para não interferir com a absorção. Não deve ser tomado mais do que um comprimido por dia, independentemente da dosagem, e o medicamento só produz efeito na presença de estimulação sexual.
O Viagra pode ser tomado com ou sem alimentos, embora refeições muito gordurosas possam atrasar o início da ação. O consumo excessivo de álcool pode dificultar a ereção e aumentar o risco de tonturas ou descida da tensão arterial.
Quais são as interações entre o Viagra e outros medicamentos?
Alguns medicamentos podem interagir com o Viagra e aumentar o risco de efeitos indesejáveis, sobretudo relacionados com a tensão arterial. É o caso dos nitratos, usados no tratamento da dor no peito, cuja combinação com sildenafil é contraindicada por poder causar uma descida perigosa da pressão arterial.
É também necessário cuidado com bloqueadores alfa, alguns medicamentos para a tensão arterial, tratamentos para infeções fúngicas, certos antibióticos, medicamentos usados no tratamento do VIH e riociguat, indicado em alguns casos de hipertensão arterial pulmonar.
Informe sempre o médico ou farmacêutico sobre todos os medicamentos que está a tomar, incluindo prescritos, sem receita e suplementos. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar a dose, escolher outra opção terapêutica ou evitar a utilização do Viagra.
Quais são os possíveis efeitos secundários do Viagra?
Como qualquer medicamento, o Viagra pode causar efeitos secundários. A maioria é ligeira e temporária, desaparecendo em poucas horas. Entre os mais comuns estão dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal, tonturas, indigestão, náuseas e alterações visuais ligeiras, como visão turva ou alteração temporária na perceção das cores. A probabilidade aumenta com doses mais elevadas, uso incorreto ou combinação com medicamentos incompatíveis.
Embora sejam raros, alguns efeitos exigem assistência médica imediata: dor no peito, perda súbita de visão ou audição, desmaio, reação alérgica grave ou ereção dolorosa com duração superior a 4 horas (priapismo).
A lista abaixo apresenta alguns dos efeitos mais comuns.
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Muito comum (≥10%) |
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Comum (1% a 10%) |
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Pouco comum (0,1% a 1%) |
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Raro (0,01% a 0,1%) |
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Muito raro (<0,01%) |
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Nota: A lista completa de efeitos secundários do Viagra encontra-se na embalagem original. A orientação de um médico ou farmacêutico deve ser procurada antes de iniciar o tratamento.
Em caso de dúvidas sobre sintomas persistentes, doenças cardiovasculares ou medicamentos em uso, o utente deve procurar orientação médica, incluindo através dos cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde ou de um serviço médico autorizado.
Quais são os avisos e precauções do Viagra?
Consulte o seu médico antes de tomar comprimidos de Viagra, especialmente nos seguintes casos:
- Se tiver anemia falciforme (uma doença dos glóbulos vermelhos), leucemia (um cancro das células sanguíneas) ou mieloma múltiplo (um tipo de cancro ósseo). Estas doenças podem exigir uma supervisão especial na toma de medicamentos para a disfunção erétil.
- Se o seu pénis tiver uma forma invulgar ou se sofrer da doença de Peyronie.
- Se tiver problemas cardíacos. Deve-se verificar, com rigor, se o seu coração consegue suportar o esforço associado à atividade sexual.
- Se tiver uma úlcera gástrica ou um distúrbio conhecido de coagulação do sangue (como a hemofilia).
- Se sofrer qualquer distúrbio visual ou perda de visão súbita, pare de tomar Viagra imediatamente e contacte um profissional de saúde.
- Evite combinar o Viagra com outros tratamentos para o problema da disfunção erétil, sejam estes orais ou tópicos.
- Não tome Viagra juntamente com outros medicamentos que contenham sildenafil, incluindo os usados no tratamento da hipertensão arterial pulmonar (HAP), nem com outros inibidores da PDE5.
- O Viagra não é adequado na ausência de diagnóstico ou suspeita clínica de disfunção erétil, não foi aprovado para utilização em mulheres e não se destina a esse fim.
- Em caso de problemas renais ou hepáticos, informe o médico antes de iniciar o tratamento, pois pode ser necessário ajustar a dose.
Como se deve armazenar o Viagra?
O Viagra deve ser armazenado na embalagem original, à temperatura ambiente e num local seco. Também, atentar-se a estes cuidados:
- Proteção contra a luz: guarde os comprimidos de Viagra na embalagem original, para os proteger da luz.
- Temperatura: o Viagra deve ser conservado à temperatura ambiente, não superior a 30°C. O frio, o calor e a humidade extremos podem afetar a qualidade dos comprimidos.
- Fora do alcance das crianças: certifique-se de que o Viagra é guardado num local seguro, onde as crianças não consigam chegar.
- Prazo de validade: não tome Viagra após o prazo de validade impresso na embalagem. Quando o prazo terminar, descarte os comprimidos de forma adequada, preferencialmente seguindo a orientação da farmácia.
É necessária uma receita médica para comprar Viagra?
Em Portugal, nem sempre é preciso receita para comprar Viagra. Desde 2025, a compra de Viagra sem receita é possível para o sildenafil 50 mg, ao abrigo do regime MNSRM-EF. No entanto, o acesso continua dependente de avaliação farmacêutica e do cumprimento dos critérios clínicos definidos pelo protocolo do Infarmed.
Isto significa que a dispensa não é automática nem feita como uma compra comum ao balcão. O farmacêutico avalia se o medicamento é adequado à situação de cada pessoa, considerando fatores como idade, sintomas, doenças cardiovasculares, tensão arterial, medicamentos em uso e possíveis contraindicações. Este acompanhamento existe para garantir que o Viagra é utilizado com segurança e de forma adequada.
Outros aspetos a ter em conta:
- É necessária uma avaliação médica: a depender da dosagem, um médico deve garantir que o Viagra é seguro e adequado para o paciente, sobretudo mediante medicamentos em uso e doenças existentes.
- Efeitos secundários possíveis: como qualquer medicamento, o Viagra pode causar efeitos secundários. O médico pode explicar estes riscos e garantir as informações necessárias para o tomar com segurança.
- Proteção contra uso indevido: a receita médica, quando necessária, ajuda a reduzir o uso indevido de medicamentos.
- Evitar falsificações: adquirir o medicamento numa farmácia autorizada garante que se trata de um produto original e seguro, reduzindo o risco de acesso a medicamentos falsificados.
- Existem serviços de consulta médica online que podem emitir receita eletrónica quando clinicamente apropriado. É importante certificar-se de que esses serviços são devidamente licenciados.
Preço do Viagra em Portugal
O preço do Viagra em Portugal varia consoante a dosagem, a quantidade de comprimidos por embalagem, o local de compra e o tipo de medicamento escolhido. Para além do Viagra original, da Pfizer, existem também versões genéricas, que tendem a apresentar preços mais acessíveis por comprimido.
Em geral, embalagens maiores tendem a reduzir o preço por comprimido. No caso do Viagra original, estão disponíveis embalagens com 4, 8, 12, 24, 36 ou 48 comprimidos.
Na Apomeds, o preço indicado inclui a consulta médica online, a receita eletrónica e a entrega discreta. Os preços por comprimido partem dos seguintes valores:
- Viagra 25 mg: disponível em embalagens de 4, 8, 12, 24, 36 ou 48 comprimidos, com preços a partir de 14,09 € por unidade. É a dose terapêutica mínima, geralmente indicada em situações específicas, como insuficiência hepática ou renal grave e utilização de determinados medicamentos em simultâneo.
- Viagra 50 mg: disponível em embalagens de 4, 8, 12, 24, 36 ou 48 comprimidos, com preços a partir de 14,97 € por unidade. É a dose inicial mais habitual e, desde 2025, a única que pode ser dispensada sem receita nas farmácias portuguesas, mediante triagem farmacêutica obrigatória.
- Viagra 100 mg: disponível em embalagens de 4, 8, 12, 24, 36 ou 48 comprimidos, com preços a partir de 15,27 € por unidade. É a dose mais elevada, indicada quando a dosagem de 50 mg não produz o efeito pretendido, sempre com orientação médica.
Para uma alternativa mais económica, as versões genéricas com sildenafil estão igualmente disponíveis na Apomeds, em embalagens de 4, 8, 12, 24, 36 ou 48 comprimidos. Neste caso, os preços por unidade partem de:
- Sildenafil 25 mg: a partir de 5,86 € por comprimido;
- Sildenafil 50 mg: a partir de 6,07 € por comprimido;
- Sildenafil 100 mg: a partir de 6,28 € por comprimido.
Estes valores devem ser interpretados como preços indicativos, uma vez que o custo varia consoante a quantidade escolhida. Por isso, antes de concluir a compra, convém confirmar o preço total da embalagem, o preço unitário e as condições incluídas no serviço.
Viagra vs. sildenafil genérico: qual a diferença?
Ambos têm o mesmo princípio ativo e, quando aprovados para a mesma indicação, devem produzir o mesmo efeito terapêutico esperado no tratamento da disfunção erétil. A principal diferença está no preço. O Sildenafil genérico tende a ser mais acessível, podendo custar em média entre 4 € e 6 € por unidade, enquanto uma embalagem de 4 comprimidos de Viagra 50 mg pode rondar os 60 €.
As restantes diferenças são:
- Marca e fabricante: o Viagra é o medicamento original desenvolvido pela Pfizer, enquanto o sildenafil genérico pode ser produzido por diferentes laboratórios autorizados.
- Preço: o Viagra de marca costuma ter um custo mais elevado. Em Portugal, uma embalagem de 4 comprimidos de Viagra 50 mg pode rondar os 60€, enquanto o sildenafil genérico pode apresentar preços mais baixos, em média entre 4€ e 6€ por comprimido, dependendo da dosagem, da farmácia, do laboratório e da quantidade comprada.
- Aspeto do comprimido: o Viagra original é conhecido pelo comprimido azul em forma de losango. Os genéricos de sildenafil podem ter cores, formatos, marcações e embalagens diferentes, conforme o fabricante.
- Excipientes: os medicamentos genéricos podem conter ingredientes inativos diferentes, como aglutinantes, corantes ou lactose. Estas substâncias não alteram o princípio ativo, mas devem ser verificadas por pessoas com alergias, intolerância à lactose ou sensibilidade a determinados componentes.
- Disponibilidade: algumas dosagens, apresentações ou quantidades podem variar entre farmácias e plataformas autorizadas, o que pode influenciar a decisão de compra.
Quando aprovado pelas autoridades competentes, o genérico deve demonstrar bioequivalência em relação ao medicamento de referência, ou seja, atuar no organismo de forma comparável. A escolha entre Viagra original, sildenafil genérico ou outra alternativa deve considerar o preço, a segurança, as contraindicações, a dose adequada e a orientação de um médico ou farmacêutico.
Quais as principais alternativas ao Viagra para tratar a disfunção erétil?
As principais alternativas ao Viagra incluem outros inibidores da PDE5(tadalafil, vardenafil e avanafil), além do sildenafil genérico. Estas opções podem ser adequadas para utentes que não obtiveram o efeito esperado com o Viagra, sentiram efeitos secundários ou procuram uma solução mais compatível com a sua rotina e estado de saúde.
A escolha deve ser feita com acompanhamento médico ou farmacêutico, pois cada tratamento tem duração, início de ação, contraindicações e perfil de segurança próprios:
Tadalafil
Princípio ativo do Cialis, destaca-se pela duração prolongada, que pode chegar a 36 horas, sendo uma opção para homens que procuram maior flexibilidade na relação sexual. Também existe em doses diárias mais baixas, indicadas em casos específicos, sempre com orientação médica.
Vardenafil
Conhecido como Levitra, tem uma duração de ação semelhante à do Viagra, geralmente entre 4 e 6 horas. Pode ser considerado em homens que não se adaptaram bem ao sildenafil ou que precisam de uma alternativa com perfil semelhante, mas com resposta individual diferente.
Avanafil
Alternativa mais recente entre os inibidores da PDE5, tem como principal vantagem o início de ação rápido (entre 15 e 30 minutos), o que pode ser indicado para homens que valorizam maior espontaneidade.
Sildenafil genérico
Contém o mesmo princípio ativo do Viagra e atua de forma idêntica. A principal diferença está no preço, sendo geralmente mais acessível. Para mais detalhes sobre as diferenças entre o Viagra original e o genérico, consulte a secção anterior.
Embora existam várias alternativas ao Viagra, nenhuma opção deve ser escolhida apenas com base no preço ou na rapidez de ação. A disfunção erétil pode estar relacionada com problemas nos vasos sanguíneos, fatores hormonais, psicológicos ou medicamentosos, pelo que a avaliação profissional é essencial para definir o tratamento mais seguro e adequado.

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- CNN Portugal. (2025, 9 maio). Viagra e os seus genéricos passam a ser vendidos sem necessidade de receita médica. CNN Portugal. https://cnnportugal.iol.pt/viagra/receita-medica/viagra-e-os-seus-genericos-passam-a-ser-vendidos-sem-necessidade-de-receita-medica/20250509/681e69ead34
- European Medicines Agency. (2025). Viagra: EPAR – Product information. https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/viagra
- European Medicines Agency. (2025, 17 setembro). Viagra. https://www.ema.europa.eu/pt/documents/product-information/viagra-epar-product-information_pt.pdf
- INFARMED, I.P. (s.d.). ProtocoloEF Sildenafil_GuiaApoio_Checklist_CartãoDispensaEF (Versão 1.3) [Protocolo de dispensa]. https://www.infarmed.pt