Como funciona o Mounjaro e por que a dose é importante?
O Mounjaro (tirzepatida) é um agonista dual dos recetores GIP e GLP-1 [1]: aumenta a secreção de insulina, atrasa o esvaziamento gástrico e reduz o apetite. Um grupo diácido gordo C20 liga a molécula à albumina do plasma e prolonga a semivida, o que permite um uso semanal.
O Mounjaro reduz a ingestão calórica e o peso corporal, principalmente através da redução da massa gorda. Uma vez que as concentrações plasmáticas só se estabilizam ao fim de quatro semanas, cada dose requer cerca de um mês de tratamento antes de os resultados poderem ser avaliados com precisão. A resposta global ao tratamento, no entanto, é avaliada ao longo de um período mais alargado e não deve ser avaliada apenas ao fim de um mês com uma determinada dose.
Que dosagens do Mounjaro estão disponíveis em Portugal?
O Mounjaro tem seis dosagens comercializadas em Portugal: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg [1]. A caneta é a KwikPen pré-cheia multidose, com quatro doses semanais, e é um medicamento sujeito a receita médica.
Na União Europeia há três apresentações autorizadas: caneta e frasco de dose única e a KwikPen multidose, a única que chega às farmácias portuguesas [3].
Cada caneta contém 2,4 ml e cobre um mês de uso. O preço de venda ao público registado no Infarmed varia entre 182,92 € na dosagem mais baixa e 430,46 € nas mais elevadas (valores consultados em setembro de 2026).
Qual é a diferença entre a dose inicial e a dose de manutenção?
A dose inicial é de 2,5 mg por semana e destina-se apenas às primeiras quatro semanas de tratamento. As doses de manutenção recomendadas em adultos são 5 mg, 10 mg e 15 mg. É numa destas que o tratamento se fixa a longo prazo, conforme a resposta e a tolerância [1].
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Dose inicial |
Doses de manutenção |
|---|---|---|
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Valores |
2,5 mg/semana |
5 mg, 10 mg ou 15 mg/semana |
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Duração |
4 semanas |
Enquanto durar o tratamento |
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Função |
Iniciar o tratamento |
Sustentar o efeito terapêutico |
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Pediatria (≥ 10 anos, diabetes tipo 2) |
2,5 mg/semana |
5 mg ou 10 mg/semana |
As dosagens de 7,5 mg e 12,5 mg existem no mercado, mas não constam como doses de manutenção: são degraus intermédios, usados na passagem entre patamares. A dose máxima é de 15 mg por semana no adulto e de 10 mg em pacientes dos 10 aos 17 anos.
Plano de escalonamento de doses do Mounjaro
O escalonamento do Mounjaro faz-se em degraus de 2,5 mg [1]. O tratamento começa em 2,5 mg por semana, sobe para 5 mg ao fim de quatro semanas e avança em novos incrementos, sempre com um mínimo de quatro semanas no patamar anterior, até ao máximo aprovado.
Nos estudos SURPASS e SURMOUNT todos os participantes cumpriram este calendário, e foi ele que gerou a eficácia e a segurança que a Europa reconhece.
Quando aumentar a dose?
A subida só acontece após um mínimo de quatro semanas no patamar em curso e quando o resultado clínico ainda é insuficiente [1]. A tolerância pesa tanto quanto a eficácia: com efeitos gastrointestinais controlados, avança-se 2,5 mg; caso contrário, o degrau mantém-se mais algum tempo.
Antes de aumentar a dose, deve ter-se mantido a dose atual durante, pelo menos, quatro semanas, e a decisão deve ter em conta a resposta ao tratamento e a tolerabilidade [1]. Estas reações são mais frequentes durante a titulação e diminuem gradualmente com a utilização continuada do Mounjaro.
Quando reduzir ou manter a dose?
Mantém-se o patamar quando o objetivo terapêutico foi atingido e o Mounjaro é bem tolerado; qualquer um dos níveis de manutenção serve, sem obrigação de chegar ao topo. A redução surge quando a quantidade mais alta não é tolerada e é sempre uma decisão do médico [1].
A descida está prevista nos ensaios: no SURMOUNT-5, quem não tolerou o patamar máximo passou para 10 mg e continuou o tratamento.
Em quem usa também insulina ou sulfonilureia, o que se reduz é a posologia desses medicamentos, e não a do Mounjaro.
Pode o doente ajustar a dose por conta própria?
Não. Cada dosagem do Mounjaro é fornecida numa apresentação correspondente, e os doentes devem utilizar a dosagem que lhes foi prescrita; as alterações na dosagem devem seguir o esquema posológico aprovado e as orientações médicas [1].
A caneta não possui um seletor: quem tiver 5 mg prescritos recebe 5 mg em cada utilização, e a mudança para 7,5 mg requer a obtenção de outra caneta na farmácia.
Se a dose atual causar náuseas ou dores abdominais persistentes, o médico responsável pela prescrição pode considerar adiar novos aumentos da dose ou ajustar o tratamento de acordo com a resposta e a tolerabilidade de cada doente.
Qual é a dosagem do Mounjaro mais eficaz?
Em média, 15 mg por semana produzem as maiores reduções na HbA1c e no peso corporal entre as doses aprovadas para adultos estudadas nos ensaios clínicos, mas não é necessariamente a dose mais adequada para todos os doentes. No entanto, não é adequada para todos, uma vez que os efeitos secundários também aumentam com a dose utilizada [1].
Os ensaios de Fase 3 testaram apenas 5 mg, 10 mg e a dose máxima, razão pela qual estas são as doses de manutenção. No ensaio SURPASS-2, às 40 semanas, os resultados do estimando de eficácia para a tirzepatida administrada em combinação com metformina foram:
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Dose |
Redução de HbA1c |
Perda de peso corporal |
|---|---|---|
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5 mg |
−2,09 % |
−7,8 kg |
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10 mg |
−2,37 % |
−10,3 kg |
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15 mg |
−2,46 % |
−12,4 kg |
No ensaio SURMOUNT-1, 2 539 doentes com obesidade ou excesso de peso foram acompanhados durante 72 semanas [2]. A perda de peso média foi de 16,0 % com 5 mg, 21,4 % com 10 mg e 22,5 % com 15 mg, em comparação com 2,4 % com o placebo [2].
A tolerância depende da dose utilizada: ocorreram reações gastrointestinais em 37,1%, 39,6% e 43,6% dos doentes, em comparação com 20,4% no grupo do placebo. A dose adequada varia de indivíduo para indivíduo e deve equilibrar a resposta ao tratamento com a tolerabilidade; nem todos necessitam da dose máxima.
Quanto tempo demora o Mounjaro a fazer efeito?
Os primeiros efeitos metabólicos surgem nas duas primeiras semanas de uso [1]. A perda de peso é progressiva e prolonga-se por vários meses: no SURMOUNT-1, o peso continuou a descer ao longo das 72 semanas de tratamento.
A glicemia em jejum responde primeiro; a HbA1c demora mais, porque reflete a média dos dois a três meses anteriores. Na obesidade, a perda de peso acumula-se com o uso continuado do medicamento.
Nos estudos na obesidade entraram pacientes com IMC alto ou com sobrepeso acompanhado de outra doença associada, por exemplo hipertensão, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono.
Como aplicar corretamente a injeção do Mounjaro?
A injeção de Mounjaro é subcutânea, no abdómen ou na coxa; a parte posterior do braço só quando é outra pessoa a aplicar. Faz-se uma vez por semana, no mesmo dia, a qualquer hora e com ou sem refeições, alternando o local de uso [1].
A exposição ao medicamento é semelhante nas três zonas, pelo que a escolha não altera a quantidade que chega ao organismo. Quem usa também insulina injeta noutro local e nunca mistura os dois produtos na mesma caneta.
Antes de cada uso, a verificação leva segundos: nome e dosagem no rótulo, validade e aspeto da solução. Um produto congelado ou com partículas não se usa. O dia da semana pode mudar, desde que decorram três dias entre administrações.
Como aplicar as 4 doses da caneta Mounjaro?
Cada caneta KwikPen fornece quatro doses iguais, uma por semana, o equivalente a um mês de tratamento. A caneta guarda-se no frigorífico, entre 2 °C e 8 °C, nunca no congelador; depois do primeiro uso fica abaixo dos 30 °C e é eliminada ao fim de 30 dias, mesmo com solução no interior [1].
Usa-se uma agulha nova em cada administração, e as agulhas não vêm na embalagem. A caneta tem um pequeno excesso de volume destinado à preparação, pelo que aproveitar o que sobra dá uma dose incompleta, e não uma quinta injeção.
O que fazer se se esquecer de uma dose de Mounjaro?
A dose esquecida de Mounjaro pode ser usada nos quatro dias seguintes à data prevista [1]. Passado esse prazo, é omitida e a seguinte aplicada no dia previsto, sem duplicar para compensar. Em qualquer dos casos, retoma-se o uso habitual de uma injeção por semana.
Com uma semivida de cerca de cinco dias, um atraso curto não deixa o tratamento sem cobertura. Duplicar a dose seguinte aumentaria a exposição ao medicamento sem benefício e agravaria as náuseas.
Retoma-se sempre a dose prescrita: o Resumo das Características do Medicamento não prevê reinício da titulação por uma administração falhada.
O que fazer em caso de sobredosagem de Mounjaro?
Em caso de sobredosagem, deve contactar-se de imediato o médico ou o centro de informação antivenenos. Não existe antídoto específico para a tirzepatida: o tratamento é de suporte, orientado pelos sintomas, sobretudo gastrointestinais, incluindo náuseas. A semivida de cinco dias pode obrigar a vigilância prolongada [1].
Em Portugal, o Centro de Informação Antivenenos do INEM funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, através do número gratuito 800 250 250, e presta informações tanto ao público como a profissionais de saúde. Em emergência, o 112 dá igualmente acesso ao serviço [4].
O que se espera de uma dose a mais é uma versão agravada dos efeitos habituais. As reações gastrointestinais acompanham a dose, e náuseas, vómitos ou diarreia intensos podem levar a desidratação, com risco de deterioração da função renal. Beber líquidos e manter-se acompanhado é a primeira medida enquanto se aguarda orientação clínica.
A hipoglicemia não é a consequência típica: só ganha peso em quem faz também sulfonilureia ou insulina, situação em que a vigilância da glicemia passa a ser parte da resposta.
Guardar a embalagem ajuda, porque o nome do produto, a dosagem e a hora da administração são as informações que o médico ou o CIAV vão pedir. A prevenção é sobretudo uma questão de verificação antes de injetar: cada caneta corresponde a uma única dosagem e os enganos surgem quando há mais do que uma caneta em casa, por exemplo durante a passagem de um degrau para o seguinte.
O que influencia a quantidade de tirzepatida de que precisa?
A dose depende do objetivo clínico ainda por atingir e a tolerância aos efeitos secundários. Não é preciso ajustar a quantidade em função da idade, do sexo, da raça, da etnia ou do peso corporal, nem em caso de compromisso renal ou hepático [1].
O peso corporal é a variável que mais gente espera encontrar nesta lista e não está lá. A exposição à tirzepatida aumenta à medida que o peso diminui, mas o efeito não é clinicamente relevante e não justifica uma dose diferente. A dose inicial é a mesma para toda a gente.
Nos pacientes com compromisso renal, incluindo doença renal em estado terminal, também não há ajuste, embora a experiência nos casos graves seja limitada e se recomende precaução. O mesmo se aplica ao compromisso hepático. Acima dos 85 anos, os dados disponíveis são muito escassos.
Entre os 10 e os 17 anos, população tratada apenas para a diabetes tipo 2, as doses de manutenção são 5 mg e 10 mg e o máximo fica nos 10 mg. Abaixo dos 60 kg, o aumento para 10 mg exige precaução, porque os dados de segurança são limitados, e não há dados para peso inferior a 50 kg.
Nos estudos de fase 3, a eficácia não foi afetada pela idade, sexo, raça, etnia, região, IMC inicial, HbA1c inicial, duração da diabetes ou grau de compromisso renal. É por isso que a titulação é individual sem ser personalizada à partida: começa igual para todos e ajusta-se pela resposta.
Mounjaro para perda de peso e para a diabetes: qual a diferença?
Nos adultos, o Mounjaro utiliza o mesmo regime de aumento gradual da dose, tanto para a diabetes tipo 2 como para o controlo do peso. O que difere são os critérios de prescrição e o objetivo: baixar a HbA1c num caso e reduzir o peso corporal no outro [1].
No caso da diabetes tipo 2, a indicação abrange adultos e crianças com 10 anos ou mais, como complemento à dieta e ao exercício físico, quer em monoterapia, quer em combinação com outros medicamentos antidiabéticos.
No que diz respeito ao controlo de peso, o Mounjaro destina-se apenas a adultos com um IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou entre 27 e 30 kg/m² com pelo menos uma comorbidade relacionada com o peso: hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou pré-diabetes. É utilizado em conjunto com uma dieta hipocalórica e aumento da atividade física, como parte de um programa de perda de peso saudável a longo prazo.
A apneia obstrutiva do sono está incluída como comorbidade, não como indicação: na Europa, o Mounjaro não está aprovado para o seu tratamento. A sua indicação pediátrica limita-se à diabetes tipo 2 em doentes com 10 anos ou mais [1].
Os erros mais comuns ao usar o Mounjaro e como evitá-los
Os erros potencialmente graves na utilização do Mounjaro incluem aumentar a dose demasiado rapidamente, duplicar uma dose esquecida, utilizar repetidamente o mesmo local de injeção e adquirir o medicamento numa fonte não autorizada [1]. Todos estes erros podem ser evitados seguindo a prescrição médica, lendo o folheto informativo antes de cada utilização e armazenando o medicamento corretamente.
Acelerar o processo de titulação é o erro mais oneroso, porque é durante estes incrementos que os efeitos secundários gastrointestinais atingem a sua intensidade máxima.
A compra em fontes que não sejam uma farmácia é o erro com maior potencial de danos. Em fevereiro de 2026, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido identificou canetas KwikPen falsificadas de 15 mg, do lote D873576, a serem vendidas por uma farmácia online: em quase todas as unidades detetadas, o botão de dosagem soltava-se durante a utilização [5]. Qualquer pessoa que procure tirzepatida, semaglutida ou outro análogo do GLP-1 fora da cadeia de abastecimento legal está exposta à mesma falta de garantias no que diz respeito ao conteúdo, quantidade e temperatura de transporte.
Medicamentos como o Ozempic só devem ser adquiridos com receita médica e através de farmácias ou plataformas licenciadas.
Alguns avisos clínicos esquecem-se com facilidade. Dor abdominal persistente deve ser comunicada ao médico, pelo risco de pancreatite aguda, e qualquer anestesia geral ou sedação profunda exige avisar que se usa um agonista dos recetores do GLP-1, pelo risco de aspiração pulmonar.
O atraso do esvaziamento gástrico pode alterar a absorção de medicamentos orais, como a varfarina. Quem usa contracetivos orais deve mudar para um método não oral ou acrescentar um método de barreira durante as quatro semanas seguintes ao início do tratamento e durante quatro semanas após cada aumento de dose, porque o atraso do esvaziamento gástrico pode reduzir a absorção do comprimido. Recomenda-se ainda a descontinuação um mês antes de uma gravidez planeada.
Perguntas frequentes sobre a dosagem de Mounjaro
A seguir, as informações e respostas a dúvidas mais frequentes sobre o Mounjaro e a dosagem recomendada do medicamento.
Tem Mounjaro de 15 mg em Portugal?
Sim. As seis dosagens estão comercializadas em Portugal, incluindo a de 15 mg, na caneta pré-cheia KwikPen com quatro doses semanais [1]. É um medicamento sujeito a receita médica, pelo que a caneta de 15 mg só é dispensada a quem já tenha essa dose prescrita, no fim do escalonamento.
Quantos cliques tem uma caneta de Mounjaro de 5 mg?
A KwikPen de 5 mg não tem seletor de dose: a quantidade é fixa e a caneta fornece quatro doses iguais de 5 mg, uma por semana. Não há, por isso, cliques para escolher a dose. Os sinais sonoros que se ouvem durante a injeção assinalam o início e o fim da administração e estão descritos nas instruções de utilização do folheto informativo.
O Mounjaro perde eficácia com o tempo?
Não há sinal de perda de eficácia com a manutenção do tratamento. No SURMOUNT-1, o peso continuou a descer ao longo das 72 semanas de tratamento [2], e nos ensaios SURPASS a redução da HbA1c manteve-se a longo prazo [1]. Uma resposta que estagna aponta mais para um patamar de dose insuficiente do que para tolerância ao fármaco.
Doses mais elevadas são mais eficazes para a perda de peso?
Em média são, mas o ganho entre patamares não é proporcional: a diferença entre 10 mg e 15 mg é pequena, enquanto as reações gastrointestinais e as descontinuações aumentam a cada subida. A dose mais eficaz para cada pessoa é a mais baixa que atinge o objetivo com boa tolerância, e não obrigatoriamente a dose máxima.
O que acontece depois de parar o tratamento com tirzepatida?
O peso perdido tende a ser recuperado. No SURMOUNT-4, os participantes que passaram a placebo ao fim de 36 semanas de tirzepatida ganharam em média 14,0 % do peso nas 52 semanas seguintes, enquanto os que continuaram perderam mais 5,5 %. Na diabetes tipo 2, a glicemia volta a subir sem tratamento.
O Mounjaro pode ser tomado com álcool?
O Resumo das Características do Medicamento não inclui o álcool entre as interações descritas nem o contraindica. A recomendação é de moderação: o álcool agrava náuseas e desconforto gastrointestinal e, em quem faz também sulfonilureia ou insulina, aumenta o risco de hipoglicemia. Dúvidas concretas são para o médico assistente.
A alimentação influencia a quantidade de medicamento necessária?
Não. A dose não se ajusta em função da alimentação e a injeção pode ser feita a qualquer hora, com ou sem refeições. A dieta condiciona o resultado, não o patamar: nas duas indicações a tirzepatida é adjuvante de uma alimentação adequada e de atividade física. Refeições mais pequenas ajudam a atenuar as náuseas.
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European Medicines Agency. (2026). Mounjaro (tirzepatida): resumo do EPAR para o público(EMEA/H/C/005620). https://www.ema.europa.eu/pt/medicines/human/EPAR/mounjaro
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Eli Lilly and Company. (s.d.). MOUNJARO (tirzepatide) injection: highlights of prescribing information. Eli Lilly and Company. https://pi.lilly.com/us/mounjaro-uspi.pdf
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ÍNDICE.eu. (2026, 25 de março). Mounjaro: informação geral. https://www.indice.eu/pt/medicamentos/medicamentos/mounjaro/informacao-geral
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INEM. (s.d.). Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Instituto Nacional de Emergência Médica. https://www.inem.pt/category/servicos/centro-de-informacao-antivenenos/
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Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. (2026, 24 de fevereiro). Falsified Mounjaro KwikPen 15mg pre-filled pens [Drug Safety Update]. GOV.UK. https://www.gov.uk/drug-safety-update/falsified-mounjaro-kwikpen-15mg-pre-filled-pens
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