Gestão de Peso

Wegovy vs Ozempic: diferenças, eficácia e qual escolher

Wegovy e Ozempic contêm o mesmo princípio ativo, a semaglutida, mas foram desenvolvidos para finalidades diferentes. Descubra as diferenças na eficácia, dosagem, utilização e indicações para perceber qual poderá ser a melhor escolha para si.

 Olena Goriacheva, Estrategista de Conteúdo Médico na Apomeds

Autor Olena Goriacheva

Revisto pelo Dr. Andrés Eduardo Maldonado Rincón

Data de publicação:

Última modificação:

Uma mulher a jantar e um homem a segurar uma caneta de injeção

Wegovy e Ozempic contêm a mesma substância ativa e são fabricados pela mesma empresa, mas não são o mesmo medicamento, nem servem os mesmos doentes. A comparação Wegovy vs Ozempic faz sentido porque a confusão entre os dois é frequente e tem implicações reais na indicação clínica, no acesso ao SNS e no custo do tratamento em Portugal.

Perceber o que distingue cada um é o ponto de partida para qualquer decisão informada.

Wegovy e Ozempic: dois medicamentos, uma molécula

O Wegovy e o Ozempic contêm o mesmo princípio ativo, a semaglutida, mas têm indicações terapêuticas diferentes. O Wegovy está aprovado para o controlo de peso, enquanto o Ozempic está indicado para a diabetes tipo 2. Trata-se de produtos diferentes, com regimes posológicos, indicações e programas de ensaios clínicos aprovados, adaptados a diferentes grupos de doentes.

Por que ambos funcionam para perder peso?

Enquanto agonista do recetor GLP-1 (glucagon-like peptide-1), o semaglutido reduz o apetite, prolonga a saciedade e melhora o controlo glicémico. A principal diferença entre os dois medicamentos reside na indicação aprovada e na dose utilizada: o Wegovy foi desenvolvido especificamente para o controlo do peso, enquanto o Ozempic foi criado para o tratamento da diabetes tipo 2. [3, 4]

Wegovy: aprovado para perda de peso em Portugal

O Wegovy está aprovado para o controlo crónico do peso em adultos com obesidade ou em adultos com excesso de peso que apresentem, pelo menos, uma comorbidade relacionada com o peso. A sua utilização deve ser sempre acompanhada por uma dieta hipocalórica e por um aumento da atividade física. [1]

Do ponto de vista regulamentar, o Infarmed distingue o Wegovy dos restantes medicamentos com a mesma substância ativa. A sua aprovação destina-se ao tratamento da obesidade e do excesso de peso, não da diabetes.

Importa ainda saber que o Wegovy não beneficia de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), pelo que o custo é integralmente suportado pelo utente. [6]

Ozempic: aprovado para diabetes tipo 2

O Ozempic está aprovado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2, em combinação com dieta e exercício físico. Para além de melhorar o controlo da glicemia, o Ozempic demonstrou reduzir o risco cardiovascular em doentes selecionados com diabetes tipo 2, e os estudos clínicos também demonstraram benefícios renais importantes. [2]

Porque existem dois medicamentos com o mesmo princípio ativo?

A Novo Nordisk, farmacêutica dinamarquesa responsável pelos medicamentos, recorreu à mesma molécula com estratégias clínicas e regulamentares distintas, orientadas para necessidades terapêuticas diferentes. Esta diferenciação permitiu ajustar a dose, a posologia, os estudos pivotais e o perfil benefício-risco a cada população específica.

Embora partilhem a mesma substância ativa, o Wegovy e o Ozempic não são o mesmo produto: diferem na indicação terapêutica, no regime de dose e no enquadramento regulamentar.

O que distingue realmente o Wegovy do Ozempic?

Uma mulher a comer salada

Apesar de partilharem o mesmo princípio ativo, as diferenças entre Wegovy e Ozempic vão além do nome: indicações aprovadas distintas, esquemas de dose diferentes e populações-alvo que não se sobrepõem. Perceber o que distingue cada medicamento é essencial antes de qualquer decisão clínica.

Para quem é indicado cada medicamento?

O Ozempic é indicado para:

  • Adultos com diabetes tipo 2 sem controlo glicémico adequado, em complemento de dieta e exercício
  • Doentes que não possam tomar metformina, podendo ser utilizado em monoterapia
  • Doentes já a fazer outros antidiabéticos, como terapêutica adjuvante [2]

O Wegovy destina-se a:

  • Adultos com IMC ≥ 30 kg/m² (quadro de obesidade)
  • Adultos com IMC entre 27 e 30 kg/m² (excesso de peso) com pelo menos uma comorbilidade associada — diabetes, hipertensão, dislipidemia, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular
  • Adolescentes a partir dos 12 anos com IMC no percentil 95 ou acima para a sua idade e sexo, e peso superior a 60 kg 

É importante salientar que a aprovação para utilização em adolescentes se restringe aos casos de obesidade. A indicação aprovada não se estende a adolescentes com excesso de peso, mas que não sejam obesos, uma vez que os dados clínicos disponíveis dizem respeito a adolescentes com obesidade. O tratamento deve também ser interrompido se não for alcançada uma perda de peso de, pelo menos, 5 % após 12 semanas com a dose máxima tolerada [1].

Diferenças entre Wegovy e Ozempic na dosagem: escalamento e dose máxima

Tanto o Wegovy como o Ozempic contêm semaglutida como princípio ativo, mas seguem esquemas de escalamento de dose distintos porque foram desenvolvidos para indicações aprovadas diferentes. Em ambos os casos, a titulação é feita de forma gradual para melhorar a tolerabilidade e reduzir os efeitos secundários gastrointestinais mais comuns no início do tratamento, como náuseas e vómitos. [1]

A administração é feita por injeção subcutânea semanal com caneta pré-cheia. A via é a mesma, o que difere é o teto de dose.

Wegovy: escalamento e dose máxima

O Wegovy é iniciado numa dose baixa e aumentado progressivamente ao longo de várias semanas até atingir a dose de manutenção. O esquema habitual de escalamento é o seguinte:

  • 0,25 mg/semana — fase inicial
  • 0,5 mg/semana
  • 1 mg/semana
  • 1,7 mg/semana
  • 2,4 mg/semana — dose de manutenção

A dose máxima de referência do Wegovy na formulação clássica, aprovada pela EMA e utilizada no mercado europeu, incluindo Portugal, é de 2,4 mg uma vez por semana. Essa posologia corresponde ao regime avaliado nos ensaios STEP, que sustentaram a indicação da semaglutida para perda de peso no tratamento da obesidade e do excesso de peso. [3]

Ozempic: o máximo no escalamento de dose

O Ozempic segue uma lógica semelhante de introdução gradual, mas com um teto de dose inferior, ajustado ao objetivo terapêutico de controlo glicémico na diabetes tipo 2. O esquema habitual é o seguinte:

  • 0,25 mg/semana — fase inicial
  • 0,5 mg/semana
  • 1 mg/semana
  • 2 mg/semana — dose máxima aprovada na formulação mais comum

A dose máxima do Ozempic é de 2 mg por semana, o que representa um teto inferior ao do Wegovy. Esta diferença não é acidental: como agonista GLP-1 desenvolvido para a diabetes tipo 2 e não para a perda de peso, o Ozempic foi concebido com um perfil de dose orientado para o controlo glicémico, e não para os protocolos de emagrecimento com dosagens mais altas.

Por que o Wegovy usa doses mais altas do que o Ozempic?

A diferença no escalamento de dose entre os dois medicamentos reflete uma decisão terapêutica e regulamentar deliberada. Doses mais elevadas de semaglutida produzem maior supressão do apetite e saciedade prolongada. São efeitos essenciais para o tratamento da obesidade, mas não necessariamente exigidos no controlo da diabetes tipo 2. [4]

Em termos práticos:


Wegovy

Ozempic

Indicação aprovada

Obesidade / excesso de peso com comorbilidade

Diabetes tipo 2

Dose inicial

0,25 mg/semana

0,25 mg/semana

Dose de manutenção

2,4 mg/semana

1 mg ou 2 mg/semana

Via de administração

Injeção subcutânea semanal

Injeção subcutânea semanal

Formato

Caneta pré-cheia

Caneta pré-cheia

Qual perde mais peso: Wegovy ou Ozempic?

O Wegovy tende a promover uma perda de peso superior à do Ozempic. Com uma dose de manutenção de 2,4 mg por semana, os estudos registam perdas médias entre 14,9% e 17% do peso corporal. O Ozempic, desenvolvido para a diabetes tipo 2 e utilizado em doses menores, situa-se habitualmente entre 6% e 14%, dependendo da população estudada. [1, 3, 4]

Benefícios cardiovasculares: o que dizem os estudos?

O Ozempic tem evidência direta na redução de eventos cardiovasculares maiores. Num estudo com mais de 3000 doentes com diabetes tipo 2 e alto risco cardíaco, a ocorrência combinada de ataque cardíaco, AVC ou morte foi de 6,6% no grupo tratado, face a 8,9% no placebo. As taxas de morte por causas cardíacas foram, ainda assim, semelhantes entre os dois grupos. [2]

O Wegovy foi avaliado nos ensaios STEP numa população com obesidade e comorbilidades, maioritariamente dislipidemia e hipertensão. Para além da perda de peso, o tratamento produziu melhorias significativas em vários marcadores de risco cardiovascular e metabólico face ao placebo [3]:

  • Pressão arterial sistólica e diastólica
  • Colesterol não-HDL, LDL e triglicéridos
  • Glicemia e insulinemia em jejum, índice HOMA-IR
  • Perímetro abdominal
  • Redução no uso de medicação anti-hipertensora e hipolipemiante [5]

Estas melhorias verificaram-se mesmo dentro das mesmas categorias de perda de peso, o que sugere um efeito que vai além da redução ponderal. Quando o tratamento foi interrompido no ensaio STEP 4, os parâmetros deterioraram-se, reforçando a necessidade de manutenção terapêutica para preservar os benefícios obtidos. [5]

Efeitos secundários: o que esperar de cada medicamento

Uma mulher stressada na cozinha

Por partilharem o mesmo princípio ativo, Wegovy e Ozempic têm perfis de efeitos secundários semelhantes. A maioria é gastrointestinal, surge no início do tratamento e tende a diminuir com o escalamento gradual da dose.

Os efeitos mais frequentes podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas, e são:

  • Náuseas (16% a 44% dos doentes), vómitos e diarreia (9% a 30%)
  • Obstipação (3% a 24%) e dor abdominal (6% a 20%)
  • Dores de cabeça (14% a 17%) e fadiga (~11%)

Com menor frequência, podem observar-se níveis elevados de enzimas pancreáticas (amilase e lipase), geralmente sem quaisquer consequências clinicamente significativas.

O Ozempic apresenta uma consideração adicional: em doentes com retinopatia diabética pré-existente, melhorias rápidas nos níveis de glicemia podem agravar temporariamente a retinopatia; por isso, recomenda-se um acompanhamento oftalmológico adequado.

Qualquer pessoa com refluxo gastroesofágico significativo ou que consuma álcool regularmente deve discutir estes riscos com o seu médico antes de iniciar o tratamento. Quaisquer efeitos secundários persistentes devem ser comunicados ao médico, que poderá ajustar a dose ou reavaliar o tratamento.

Quanto custa o tratamento em Portugal?

O acesso aos dois medicamentos em Portugal é muito diferente e o preço é um dos fatores que mais pesa na decisão. O Wegovy não tem comparticipação SNS, pelo que o custo é integralmente suportado pelo utente. O Ozempic, desde fevereiro de 2026, passou a ser comparticipado para doentes com diabetes tipo 2 e obesidade com receita médica, o que muda substancialmente o custo final. [8]

Na Apomeds, o Wegovy está disponível para comprar online em todas as dosagens do escalamento. As fases iniciais (0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg) têm o mesmo preço: 189,30 € por caneta pré-cheia (4 semanas de tratamento).

A partir daí, o custo sobe: 262,89 € para a dose de 1,7 mg e 282,47 € para a dose de manutenção de 2,4 mg.

O Ozempic tem um PVP de aproximadamente 106 € por embalagem (valor de referência; consulte o Infarmed ou a sua farmácia para confirmar o preço atual). Com comparticipação do SNS, o custo poderá descer para cerca de 10,69 € em utentes gerais e 5,34 € em pensionistas, quando prescrito por médico especialista em Endocrinologia, Nutrição, Medicina Interna, Pediatria ou Medicina Geral e Familiar, na indicação aprovada.

Comparticipação pelo SNS: a diferença que muda tudo

Perceber como funciona o financiamento público de cada medicamento é essencial para avaliar o acesso real ao tratamento em Portugal.

Ozempic tem comparticipação para diabetes tipo 2

Em Portugal, o Ozempic está enquadrado no SNS para o tratamento da diabetes mellitus tipo 2, com comparticipação disponível para doentes que cumpram os critérios clínicos definidos no relatório de financiamento do Infarmed.

O acesso financiado abrange adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlada e, em determinados perfis, com obesidade associada ou elevado risco cardiovascular. Esta comparticipação está estritamente ligada à indicação terapêutica aprovada — a utilização fora dela não beneficia de qualquer financiamento público.

Wegovy não tem comparticipação em Portugal

O Wegovy está disponível em Portugal mediante receita médica, mas sem comparticipação pelo SNS. O custo do tratamento é integralmente suportado pelo utente, independentemente do grau de obesidade ou das comorbilidades associadas. [6]

O Infarmed chegou a ter em curso um processo de avaliação de financiamento para o Wegovy, mas extinguiu-o por ausência de uma estratégia integrada para o tratamento da obesidade no SNS.

Enquanto essa estratégia não for definida, o acesso ao Wegovy em Portugal continua condicionado pela capacidade financeira de cada doente, o que levanta questões relevantes de equidade no acesso ao tratamento da obesidade.

Onde e como obter Wegovy e Ozempic em Portugal?

Ambos os medicamentos são sujeitos a receita médica e dispensados em farmácias. O Ozempic está disponível desde 2019 e o Wegovy chegou ao mercado português em 2025. O acesso passa obrigatoriamente por consulta médica, prescrição válida e enquadramento clínico adequado à indicação aprovada de cada medicamento.

Ozempic e as ruturas de stock em Portugal

O Ozempic integra o Formulário Nacional de Medicamentos e está disponível nas farmácias portuguesas desde 2019. No entanto, tem registado ruturas de stock recorrentes, em parte agravadas pela procura para uso off-label na perda de peso, fator que o Infarmed identificou expressamente como causa de escassez. [8]

Para garantir a continuidade do tratamento, a entidade autorizou, a título excecional, a dispensa de lotes com rotulagem estrangeira: em março de 2025, lotes provenientes da República Checa para a dosagem de 1 mg, e em abril do mesmo ano, lotes com rotulagem em alemão para a dosagem de 0,5 mg. Em ambos os casos, o número de registo, o PVP e a comparticipação do SNS mantiveram-se inalterados, pelo que a prescrição e dispensa decorreram de forma habitual. [7]

A disponibilidade varia por dosagem e farmácia, pelo que quem está em tratamento deve antecipar a compra e confirmar o stock com antecedência.

Ozempic para emagrecer: o que diz a lei em Portugal

O Ozempic está aprovado exclusivamente para o tratamento da diabetes tipo 2 no país. A sua utilização para perda de peso em doentes sem diabetes configura uso off-label e o Infarmed tem sido claro quanto a isso: o medicamento deve ser prescrito apenas dentro da indicação aprovada, e a disponibilidade limitada reforça a necessidade de reservar o acesso a quem dele depende clinicamente.

A partir de 2025, foram introduzidas restrições adicionais à prescrição de análogos de GLP-1 em Portugal, reforçando que o acesso deve respeitar as regras clínicas e regulatórias em vigor. Quem pretenda utilizar semaglutido para emagrecimento deve fazê-lo através do Wegovy, o medicamento com indicação aprovada para essa finalidade.

Wegovy ou Ozempic: como tomar a decisão certa?

A escolha depende do diagnóstico e do objetivo terapêutico. O Wegovy está indicado para a perda de peso crónica em adultos obesos ou em adultos com excesso de peso que apresentem pelo menos uma comorbidade relacionada com o peso. O Ozempic é a opção para a diabetes tipo 2. Em ambos os casos, a decisão é sempre tomada pelo médico, na sequência de uma avaliação clínica individualizada.

Wegovy é a melhor opção quando o objetivo é perder peso

O Wegovy é a escolha mais adequada quando o objetivo principal é o controlo do peso, sem diagnóstico de diabetes tipo 2. Por usar doses mais elevadas de semaglutida, tende a produzir maior perda ponderal do que o Ozempic. É também uma opção viável em doentes com insuficiência renal ou hepática, embora o ajuste de dose deva ser feito com maior cautela.

A principal limitação em Portugal é o custo: sem comparticipação do SNS, o tratamento pode atingir os 282 € mensais na dose de manutenção, um fator determinante para muitos doentes.

Ozempic é a melhor opção quando o diagnóstico é diabetes tipo 2

O Ozempic é a escolha indicada quando existe diagnóstico de diabetes tipo 2 e o objetivo principal é melhorar o controlo glicémico. A perda de peso pode ocorrer como benefício adicional, mas não é a indicação aprovada.

Para além do controlo glicémico, demonstrou-se que o Ozempic reduz os eventos cardiovasculares e retarda a progressão da doença renal em doentes adequados. Em Portugal, o subsídio do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode reduzir o custo mensal para menos de 11 €, tornando-o a opção mais acessível, tanto em termos regulamentares como económicos, para os doentes com diabetes.

E o Mounjaro? Uma terceira opção a considerar

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, distingue-se da semaglutida por atuar de forma dual sobre os recetores GLP-1 e GIP. Isso ajuda a explicar porque é que, em vários estudos, o Mounjaro tem mostrado perdas de peso superiores às da semaglutida em determinados contextos, tornando-se uma opção relevante quando o objetivo principal é maximizar a redução ponderal.

Tal como o Wegovy, é um medicamento sujeito a receita médica e a sua utilização deve ser sempre avaliada por um médico.

A escolha entre os dois depende do perfil clínico do doente, da tolerabilidade, dos objetivos terapêuticos e da disponibilidade no mercado português. Em doentes que não respondem de forma satisfatória à semaglutida, ou em situações em que o médico considere vantajoso um mecanismo de acção duplo, o Mounjaro 15 mg, por exemplo, pode ser uma alternativa a discutir em consulta.

Perguntas frequentes sobre Ozempic vs Wegovy

Reunimos as dúvidas mais comuns sobre estes dois medicamentos com respostas diretas e baseadas na informação regulamentar disponível em Portugal.

Wegovy e Ozempic são o mesmo medicamento?

Não. Ambos contêm semaglutida, mas são medicamentos distintos: têm indicações terapêuticas, doses de manutenção e enquadramentos regulamentares diferentes. O Wegovy está aprovado para o controlo do peso; o Ozempic, para a diabetes tipo 2. Partilham a molécula, não o produto.

Posso mudar de Ozempic para Wegovy?

Depende do perfil clínico e da avaliação médica. A transição pode ser considerada quando o objetivo terapêutico muda, por exemplo, de controlo glicémico para controlo do peso. A decisão é sempre do médico, que definirá o esquema de dose adequado à situação.

Qual é mais barato em Portugal?

O Ozempic é significativamente mais barato para doentes com diabetes tipo 2: com comparticipação do SNS, o custo pode baixar para menos de 11 € mensais. O Wegovy não tem comparticipação e pode atingir 282 € por mês na dose de manutenção.

O Ozempic pode ser usado para emagrecer sem diabetes?

Em Portugal, não dentro da indicação aprovada. O uso do Ozempic para perda de peso em doentes sem diabetes é considerado off-label pelo Infarmed. Para emagrecimento, o medicamento com indicação regulamentar aprovada é o Wegovy, sujeito a receita médica e avaliação clínica prévia.

Qual tem menos efeitos secundários?

Os perfis são semelhantes, dado que ambos contêm semaglutida. Os efeitos mais comuns são gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia) e tendem a diminuir com o escalamento gradual da dose. O Ozempic tem um risco adicional específico: agravamento da retinopatia diabética em doentes com diabetes tipo 2.

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