Saúde Sexual

Sildenafil sem receita em Portugal: como funciona e quem pode obter

O sildenafil pode estar disponível sem receita em Portugal em determinadas condições, dependendo da dosagem e da avaliação do farmacêutico. Saiba como obter sildenafil sem receita, quem pode ser elegível e o que deve considerar para uma utilização segura.

 Olena Goriacheva, Estrategista de Conteúdo Médico na Apomeds

Autor Olena Goriacheva

Revisto pelo Dr.ª Dora Matis

Data de publicação:

Última modificação:

Um homem sentado, com ar tenso, a segurar um comprimido azul

Desde 2025, o sildenafil 50 mg pode ser dispensado sem receita médica em Portugal ao abrigo do regime MNSRM-EF, exclusivamente em farmácias comunitárias e após avaliação do farmacêutico. As dosagens de 25 mg e 100 mg continuam sujeitas a prescrição. Esta alteração tornou o sildenafil mais acessível em Portugal, seguindo o exemplo de outros países europeus, como o Reino Unido, onde o sildenafil de 50 mg passou a estar disponível como medicamento de venda livre em farmácia em 2018.

A mudança colocou o país no grupo de mercados europeus com acesso facilitado a este tratamento, ao lado do Reino Unido, por exemplo, que adotou a solução em 2018.

Este guia explica o que muda na prática, quem tem acesso, quanto custa e onde comprar em segurança.

O que é o sildenafil e para que serve?

O sildenafil é um inibidor da PDE5 que potencia a resposta erétil natural, promovendo o relaxamento do músculo liso e aumentando o fluxo sanguíneo para o pénis durante a estimulação sexual. Está aprovado sobretudo para o tratamento da disfunção erétil, ajudando os homens a obter e manter uma ereção, e também para a hipertensão arterial pulmonar. [1, 2]

O sildenafil, ou citrato de sildenafil, é a substância ativa do Viagra em Portugal e de todos os seus genéricos. Apresenta-se em comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg. Na farmácia, a embalagem pode trazer a marca original ou apenas o nome do laboratório que produz o genérico.

O sildenafil é utilizado para duas indicações principais aprovadas, dependendo do produto específico: disfunção erétil e hipertensão arterial pulmonar. É também utilizado fora das indicações aprovadas em algumas condições, incluindo o fenómeno de Raynaud grave:

  • Disfunção erétil: é a utilização mais comum. Ajuda os homens que não conseguem obter nem manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória. 
  • Hipertensão arterial pulmonar: comercializado sob o nome Revatio, reduz a pressão arterial nos pulmões e melhora a capacidade de esforço físico, tanto em homens como em mulheres. 
  • Fenómeno de Raynaud (uso off-label): por vezes prescrito para melhorar a circulação em doentes com contração severa dos vasos sanguíneos nas extremidades, como os dedos das mãos e dos pés. [1]

Há um ponto que gera confusão frequente. O sildenafil não provoca uma ereção por si só. É necessária estimulação sexual para que o medicamento faça efeito. O que ele faz é facilitar a resposta natural do corpo, aumentando o afluxo de sangue ao pénis durante o ato sexual.

A nova classificação do sildenafil em Portugal

O Infarmed reclassificou o sildenafil 50 mg como Medicamento Não Sujeito a Receita Médica de Dispensa Exclusiva em Farmácia (MNSRM-EF). Pode ser dispensado sem receita, mas apenas em farmácia comunitária e após avaliação do farmacêutico. As doses de 25 mg e 100 mg continuam sujeitas a receita médica.

O que significa MNSRM-EF?

MNSRM-EF significa Medicamento Não Sujeito a Receita Médica de Dispensa Exclusiva em Farmácia. É uma categoria intermédia entre os medicamentos de venda livre e os que exigem receita médica. Reúne medicamentos que dispensam prescrição, mas cuja cedência depende sempre da intervenção de um farmacêutico numa farmácia comunitária. [3]

O estatuto de dispensa exclusiva em farmácia depende dessa intervenção e da farmacovigilância do medicamento, e é reavaliado a cada três anos. O Regulamento dos MNSRM-EF foi atualizado pela Deliberação do Infarmed n.º 25/CD/2015. Cada medicamento com este estatuto tem um protocolo de dispensa próprio, aprovado pelo Infarmed e publicado na sua página eletrónica. [3, 4]

Sildenafil 50 mg: a única dose disponível sem receita

Apenas o sildenafil na dose de 50 mg tem o estatuto de MNSRM-EF. Os comprimidos de 25 mg e de 100 mg continuam a exigir receita médica. A regra aplica-se tanto ao Viagra como ao Viagra genérico vendido em Portugal. [5]

A dose de 50 mg é a dose inicial recomendada para a maioria dos adultos com disfunção erétil e é também aquela que reúne mais dados de segurança em utilização. De acordo com o protocolo de dispensa de medicamentos português, apenas a dose de 50 mg pode ser fornecida sem receita médica.

A medida tem dois objetivos: facilitar o acesso a um tratamento eficaz e reduzir a procura de sildenafil contrafeito vendido ilegalmente na internet, que representa um risco para a saúde pública.

Como funciona a dispensa de sildenafil na farmácia?

Um homem a escolher entre dois comprimidos azuis

A dispensa de sildenafil 50 mg segue um protocolo nacional aprovado pelo Infarmed. O farmacêutico avalia o utente com uma checklist de segurança, num atendimento reservado, e só depois o medicamento pode ser dispensado. A quantidade está limitada a uma embalagem de oito comprimidos por atendimento. [5]

O protocolo exige um espaço de atendimento privado, uma vez que a avaliação abrange saúde sexual, medicação em curso e histórico clínico do utente. Para conduzir essa avaliação, o farmacêutico dispõe de três ferramentas publicadas pelo Infarmed. São elas o protocolo de dispensa, um guia de apoio e a checklist.

A Ordem dos Farmacêuticos reúne os MNSRM-EF num recurso próprio, organizado por indicação terapêutica e por protocolo de dispensa, destinado a apoiar os profissionais de saúde neste trabalho. [3]

No final do atendimento, o utente recebe um cartão de dispensa com informação sobre a utilização correta do medicamento e a recomendação de consultar o seu médico no prazo de seis meses.

A disfunção erétil pode estar associada a outros problemas de saúde, pelo que o acesso em farmácias comunitárias não substitui esse acompanhamento.

O papel do farmacêutico na avaliação

O farmacêutico é quem decide se o sildenafil pode ser dispensado. Aplica a checklist do protocolo, confirma os critérios de acesso, identifica contraindicações e encaminha para assistência médica sempre que o caso não cumpre os requisitos de segurança. A dispensa sem receita não dispensa esta avaliação.

A decisão assenta nas ferramentas publicadas pelo Infarmed. O guia de apoio reúne a informação clínica que o farmacêutico deve conhecer previamente, e a checklist estabelece os pontos a verificar durante o atendimento, incluindo a informação a transmitir ao utente sobre a utilização correta do medicamento. [5]

Quando a dose de 50 mg não é adequada, qualquer ajuste para 25 mg ou 100 mg exige receita médica. É este procedimento que permite comprar Sildenafil em segurança sem consulta prévia. A avaliação por parte de um farmacêutico continua a ser um fator fundamental.

Quem pode obter sildenafil sem receita?

Pode obter sildenafil 50 mg sem receita médica o homem com 18 anos ou mais que apresente sintomas persistentes de disfunção erétil e não tenha contraindicações identificadas na checklist do farmacêutico. Os quatro critérios são cumulativos e verificados em farmácia comunitária, antes de o medicamento ser cedido.

O protocolo do Infarmed define critérios de inclusão claros. O medicamento na dosagem de 50 mg pode ser cedido aos utentes que cumpram todos os seguintes requisitos: [5]

  • Ser do sexo masculino;
  • Ter idade igual ou superior a 18 anos;
  • Confirmar a existência de disfunção erétil através da avaliação do farmacêutico, incluindo os sintomas, a duração e a causa;
  • Não apresentar qualquer contraindicação de saúde nem incompatibilidade medicamentosa na checklist aplicada na farmácia.

Cabe salientar que estes requisitos são cumulativos, o que significa que a falha de um deles impede a cedência sem receita médica. Aplicam-se da mesma forma a quem procura Viagra sem receita e a quem procura os genéricos, uma vez que o Viagra e os seus equivalentes partilham a mesma substância ativa e a mesma dosagem.

O sildenafil é uma das terapêuticas de primeira linha no tratamento da disfunção erétil e é um medicamento habitualmente bem tolerado, o que sustenta este alargamento do acesso nas farmácias portuguesas. Ainda assim, a sua utilização exige considerações específicas de segurança, que cabe ao farmacêutico verificar caso a caso. [6]

Quem não pode obter sildenafil sem receita?

Não pode obter sildenafil sem receita médica quem tenha problemas cardíacos recentes, doença hepática ou renal grave, tensão arterial muito baixa, alterações graves da visão ou deformações do pénis. O mesmo se aplica a quem toma nitratos, riociguat ou ritonavir, e a mulheres e menores de 18 anos.

Nestes casos, o farmacêutico não cede o produto e encaminha o utente para consulta médica. Os critérios de exclusão organizam-se em três grupos.

Condições de saúde e historial clínico

  • Enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral nos últimos seis meses;
  • Doença cardiovascular instável, com dor no peito ou falta de ar acentuada durante esforços ligeiros;
  • Doença hepática previamente diagnosticada, incluindo cirrose, ou insuficiência renal grave;
  • Tensão arterial muito baixa em repouso;
  • Historial de perda de visão por lesão do nervo ótico ou doenças oculares hereditárias, como a retinite pigmentosa;
  • Deformações anatómicas do pénis.

Medicação incompatível

  • Nitratos e dadores de óxido nítrico, medicamentos usados para tratar a angina de peito;
  • Estimuladores da guanilato ciclase, como o riociguat, indicado na hipertensão pulmonar;
  • Ritonavir, utilizado no tratamento da infeção por VIH;
  • Qualquer outro tratamento para a disfunção erétil já em curso.

Outros grupos excluídos

  • Menores de 18 anos;
  • Mulheres;
  • Utentes com necessidade das dosagens de 25 mg ou 100 mg, que continuam a exigir receita médica.

Uma recusa em farmácia não fecha a porta ao tratamento. Significa apenas que o caso exige avaliação médica prévia para confirmar que a toma é segura. Se estiver numa destas situações, consulte o seu médico, que poderá prescrever o sildenafil, ajustar a dosagem ou indicar outra solução para a disfunção erétil.

Como tomar sildenafil corretamente?

Um homem a falar com um farmacêutico

O comprimido toma-se por via oral cerca de uma hora antes da atividade sexual, engolido inteiro com um copo de água. Só atua havendo estimulação sexual e não deve repetir-se antes de decorridas 24 horas, respeitando sempre a dose indicada pelo médico ou pelo farmacêutico. [5, 6]

O efeito pode surgir mais cedo ou mais tarde, consoante a pessoa e a existência de uma refeição recente. Refeições ricas em gordura atrasam a absorção, pelo que o ideal é tomar o comprimido com o estômago vazio ou algumas horas depois de uma refeição pesada. O álcool em excesso aumenta o risco de tonturas e de descida da pressão arterial, e dificulta a resposta erétil.

O medicamento não provoca uma ereção espontânea. Sem estimulação sexual, o efeito pode não surgir, mesmo com a dose correta e o horário respeitado.

Uma toma por dia é o limite, com um intervalo mínimo de 24 horas entre administrações. Nunca se devem combinar comprimidos para atingir uma dose superior à indicada, e a dose máxima de 100 mg exige receita médica. Nos homens idosos, a idade por si só não obriga a ajustar a dose. O ajuste pode ser necessário em caso de insuficiência renal grave ou hepática, ou de interação com outros medicamentos, e a dose recomendada nesses casos é de 25 mg, que exige receita médica.

Sildenafil genérico vs Viagra: qual a diferença?

O Viagra e o sildenafil genérico têm a mesma substância ativa, a mesma dosagem e o mesmo efeito no tratamento da disfunção erétil. A diferença está no preço, na marca e no aspeto do comprimido. O Viagra é o medicamento original da Pfizer, enquanto os genéricos são produzidos por laboratórios autorizados.

A diferença de preço é considerável. Uma embalagem de quatro comprimidos de Viagra em Portugal 50 mg pode rondar os 60 €, enquanto o sildenafil genérico custa em média entre 4 € e 6 € por comprimido, consoante a farmácia, o laboratório e a quantidade.

Para ser aprovado, qualquer genérico tem de demonstrar bioequivalência face ao medicamento de referência, ou seja, atuar no organismo de forma comparável. As diferenças visíveis, como a cor, o formato ou os excipientes, não alteram o princípio ativo, embora quem tenha alergias ou intolerância à lactose deva verificar a composição na embalagem.

Qual o preço do sildenafil sem receita em Portugal?

Em Portugal, uma embalagem de quatro comprimidos de sildenafil 50 mg custa cerca de 18 €, e a embalagem de oito unidades ronda os 34 €. Os preços variam entre laboratórios e farmácias, e o Viagra de marca custa várias vezes mais do que os genéricos.

Estes valores têm por base a lista de medicamentos genéricos com preço autorizado do Infarmed. Na prateleira, isto corresponde a um custo entre 4 € e 5 € por comprimido, e o limite de uma embalagem por atendimento mantém a despesa abaixo dos 34 € por ida à farmácia. As diferenças entre laboratórios são reais, pelo que vale a pena perguntar ao farmacêutico que apresentações estão disponíveis. [7]

Até ao momento, o sildenafil não é comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Onde comprar sildenafil sem receita em Portugal?

Sem receita médica, o sildenafil 50 mg só pode ser comprado presencialmente em farmácias comunitárias portuguesas, após avaliação do farmacêutico. Não está disponível em superfícies comerciais nem em venda livre online. A regra vale para os genéricos e também para o Viagra de 50 mg vendido em Portugal.

Qualquer farmácia comunitária pode ceder o medicamento ao abrigo deste regime, tanto na versão de marca como nos genéricos com sildenafil, entre os quais o Sildenafil Desay. Quem sofre de disfunção erétil não precisa de indicação prévia nem de marcação. Os doentes podem dirigir-se diretamente a uma farmácia comunitária e solicitar o medicamento; o farmacêutico procederá então à avaliação necessária numa área de consulta privada.

Online, o enquadramento é diferente. As plataformas licenciadas trabalham com prescrição emitida após avaliação médica à distância, e não ao abrigo do regime de cedência sem receita. É esse o modelo da Apomeds, onde é possível comprar Sildenafil a partir de 0,70 € por comprimido, com medicamentos originais e licenciados e entrega discreta em casa. Quem prefere tomar Viagra de marca encontra também o original na mesma plataforma.

Perguntas frequentes sobre sildenafil sem receita

Reunimos as dúvidas mais comuns de quem procura sildenafil sem receita em Portugal, com respostas diretas e baseadas nas regras em vigor.

Posso comprar sildenafil sem receita online?

Não. A venda sem receita está reservada às farmácias comunitárias em território português, com avaliação presencial do farmacêutico. Online, a compra é legal apenas em plataformas licenciadas que emitem prescrição depois de uma avaliação médica à distância. Sites que dispensam qualquer uma destas etapas operam à margem da lei.

O que pode substituir o sildenafil no tratamento da disfunção erétil?

Existem outros inibidores da PDE5, como o tadalafil, o vardenafil e o avanafil, todos sujeitos a receita médica em Portugal. Diferem sobretudo na duração do efeito e no tempo até à ação. A escolha entre eles depende do caso e deve ser feita com o médico, que avalia o historial clínico e a medicação em curso.

Quantos comprimidos posso obter de cada vez?

Uma embalagem por atendimento, com um máximo de oito comprimidos de sildenafil 50 mg. O limite é fixado pelo protocolo do Infarmed e aplica-se a cada cedência em farmácia. Se surgir a necessidade de tomas mais frequentes ou continuadas, o passo seguinte é uma consulta médica.

Sildenafil sem receita funciona da mesma forma que com receita?

Sim. É exatamente o mesmo medicamento, na mesma dosagem, com a mesma substância ativa. A ereção depende sempre de estimulação sexual e o comprimido toma-se cerca de uma hora antes da atividade sexual, com ou sem receita. O que muda é apenas a via de acesso.

Sildenafil sem receita é seguro?

O sildenafil pode ser utilizado com segurança por muitos doentes elegíveis, desde que o farmacêutico tenha confirmado que é adequado e que não existem contraindicações; no entanto, tal como todos os medicamentos, pode causar efeitos secundários e acarreta alguns riscos. A avaliação obrigatória existe precisamente para excluir situações de risco, sobretudo cardiovasculares. O perigo real está nos comprimidos comprados em sites ilegais, sem origem conhecida nem qualquer triagem clínica.

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